Day of the Wedding – Série Maníacos


“A vida é curta pra viver depois…”

Uma banda que gosto muito canta em uma de suas músicas o seguinte trecho acima, canção essa que leva o mesmo nome. Baiana System aponta aquilo que já sabemos, mas que muitos de nós tememos demasiadamente. A vida é efêmera, ela é rápida para uns, demorada para outros, mas mesmo aqueles que vivem um pouco mais do que a média padrão, para aqueles que ultrapassam os 100 anos, a sensação é a de que não foi o suficiente. A vida é muito curta e por mais que existam diferentes religiões para nos apegarmos sobre o que há no pós vida, não podemos confiar ao que vem depois, não tem como viver essa vida de agora depois.

Kate, Kevin e Randall percebem a medida que a doença da Rebecca avança, que a vida não só é muito curta, como também muito cruel com aqueles que amamos, e cuja vida está se esvaindo numa velocidade descompassada e talvez um pouco injusta. Durante o episódio eu percebi que a série retrata de forma muito carinhosa o passar do tempo, o nascimento, desenvolvimento e morte. Se pararmos para relembrar alguns momentos em que a série trouxe como contexto a vida de alguém e seu falecimento ou velhice, certamente lembraremos do Willian e Laurel, pais biológicos do Randall, assim como do Jack e Nicky, que com diferentes contextos nos fazem refletir sobre alguns aspectos da vida. De toda sorte, todos esses personagens pairam nas nossas mentes, vivem e revivem como forma de dizer: ei, veja como a vida é surpreendente e por mais que a gente não entenda a sua ideia no momento, ela sempre se propõe a nos ensinar algo muito maior.

Viagens a parte, Day of the Wedding foi sobre tudo e sobre o casamento, um início que tanto esperávamos, o futuro que nunca chegava, hoje se torna presente e partimos daqui. Katoby redirecionou, virou a chave e nos colocou onde queríamos. Excelente ideia. Não há nada que precisava ser contado mais, o fim do casamento da Kate era o que faltava e como já discutimos na review anterior, estamos ok com isso. O que esperar dos 5 episódios restantes? Miguel e Kevin ainda têm plots em aberto, mas a maneira como eles estão encaixando as peças restantes não só agrada a maioria, como harmoniza com o que conhecemos da série. E cá para nós… tá ficando lindo.

Eu não sei vocês, mas eu não sabia que precisava ver Beth e Madison juntas até ver Beth e Madison juntas E como detetives!! Hahahhaahah gente, por Deus, quem teve essa brilhante ideia de juntá-las? Foi simplesmente um dos melhores acontecimentos do episódio e não que a gente dê tanta bola para a vida amorosa do Kevin, mas a empolgação em descobrir o que aconteceu na noite anterior ao casamento, deu vida ao que será contado no episódio da semana que vem. É como se disséssemos: ok, agora você tem minha atenção.

Que a vida amorosa do Kevin é uma bagunça e tragédia isso já sabemos, mas o alívio cômico deixado pela dupla Sherlock and Watson levantou algumas possibilidades sobre o futuro do Pearson. A aparição da Sophie, ainda que casada, deixam as coisas mais confusas, porque a história que eles têm é complexa e intensa demais. Não me surpreenderia se ela tivesse se declarado para ele, demonstrando não ter esquecido ou algo similar, da mesma maneira se ele tivesse feito, mesmo com um relacionamento atual nas costas da Sophie. Existe uma teoria por aí que a Sophie seria a enfermeira da Rebecca no futuro e a conversa sobre o assunto surgiu na véspera do casamento. É uma boa e faz muito sentido. Por outro lado, a ideia de envolver a Cassidy acho que só serviu para confundir, The Guitar Man já foi resolutivo nesse sentido e seria muito tiro no pé se eles dessem essa volta para enfiar novamente ela como o amor do Kevin.

Quanto a cantora, não seria a primeira vez que teríamos uma atriz relativamente conhecida para fazer esse papel de namoradinha do Kevin, Sophia Bush é a cota e não nos deixa mentir. Mas levando em consideração o histórico não só do personagem como da série, no final das contas vai ser de uma forma diferente da que imaginamos, mas com uma pessoa já pensada. Por isso que se fosse para arriscar e apostar minhas fichas, eu votaria na Sophie como endgame. São cinco episódios restantes e me preocuparia muito inserir uma pessoa nova justamente agora. É diferente do Toby, toda história do Kevin foi voltada querendo ou não para a parte amorosa na sua vida, então é algo grande demais para ter pouco desenvolvimento. O que vocês acham?

Há pouco havia mencionado sobre um dos melhores momentos do episódio e sem dúvidas a apresentação da Rebecca tem seu lugar no top 3. De forma maestral, Mandy Moore nos encantou performando a música dos créditos. Foi demais perceber que se tratava da música que ouvimos mais de cem vezes através do piano e, dessa vez, na voz da Mandy. Acho que ao menos uma indicação ao Emmy ela merece, talvez até com essa emmy tape, por não só ter feito uma apresentação belíssima, como também interpretar de forma muito delicada uma pessoa com Alzheimer.

Foi possível sentir a aflição, o nervosismo, a ansiedade das pessoas ao redor, pela insegurança do que poderia vir com a apresentação da Rebecca. Todos os filhos foram eles à sua maneira. Mesmo sendo o dia do seu casamento, Kate conseguiu se tranquilizar e vivenciar aquele momento dela, mesmo preocupada com a performance da mãe e consequentemente com seu estado de saúde. Tratar tudo com normalidade é difícil e penoso em muitos momentos, só quem vivencia que consegue dimensionar a dor que é ver a pessoa não te reconhecendo, trocando personagens, histórias e encarando uma realidade que não a pertence. Logo uma série com tantas memórias e lembranças, ver uma personagem que é pilar dessa história perdendo algo que é tão valorizado é triste. Rebecca tem a solidariedade e afeto daqueles que a cercam, a paciência de um companheiro muito solícito e que vive seus próprios demônios.

Miguel vê a velhice chegar e com ela os problemas comuns da terceira idade. É difícil ver sua vida chegando ao fim, ver que os sinais de doenças se aproximando e tomar inúmeros remédios é uma das soluções para diminuir dores e tentar chegar ao final da vida de forma minimamente digna. Muito me preocupa sobre o futuro do Miguel. Chegamos num momento cinco anos após o nascimento dos gêmeos do Kevin e Madison, o que significa que até o momento do leito da Rebecca, temos uns cinco anos restantes. O personagem não foi visto e a introdução dos seus problemas médicos podem ser um sinal do porquê isso aconteceu. Ao que tudo indica o episódio 15 leva o nome do Miguel e certamente teremos algo sobre o assunto nele, a nós só cabe esperar.

The Big Five

P.S.: Não que eu me importe no momento atual, mas cadê as filhas do Randall e Beth? Por que será que elas não apareceram? Estranho hein.

P.S.: Eu adorei a roupa das madrinhas, nossa muito criativo e elas ficaram lindíssimas.

P.S.: As crianças zoando a Rebecca foi demais pra mim. Coitada… mas também ficou bem ruim, Becca =(.

P.S.:  Foi como li em um comentário sobre o episódio: “A Beth é tão perfeita que combina com todos os outros personagens”. É ISSO.

P.S.: E foi assim que o bigode do Jack surgiu. HAHAHA fofíssimo.

Então é isso, amores. Um grande beijo e até a próxima!!



Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published.

− 6 = 1