Folk Heroes – Série Maníacos


O capítulo cento e cinco de Riverdale veio para mostrar que essa temática de super-heróis está longe de ir embora. Quanto mais penso nessa temporada, mais eu começo a acreditar que o showrrunner Roberto Aguirre-Sacasa tenha se baseado em filmes como Corpo Fechado, Fragmentado e Vidro. Para quem não sabe essa trilogia de M. Night Shyamalan teve como objetivo trabalhar de uma forma mais realística as histórias em quadrinhos

Não estou dizendo que Riverdale está pensando em formas plausíveis de mostrar como um homem pode ganhar superforça ou outro pode ler mentes. Longe disso. O que estou querendo dizer é que diferente das outras produções mais fantasiosas da CW, essa ainda mantem um pé no chão. O que não necessariamente seja uma coisa ruim. Estou muito feliz que a série finalmente tenha abraçado seu universo sobrenatural, mas ela não precisa cair de cabeça nele. Riverdale precisa fazer as coisas do seu jeito e acredito que eles encontraram um bom caminho.

Em Folk Heroes, Jughead decide que a melhor forma de combater Percival seria transformar Archie numa lenda viva. Na minha opinião essa foi uma ótima ideia, não só porque Archie sempre foi o herói da cidade, mas agora que estamos lidando com pessoas superpoderosas por que não trabalhar a ideia do herói do povo? Se pensarmos bem, isso vai bem de encontro a discussão que Percival e Tabitha tiveram sobre derrubar estátuas. Que tipo de herói você quer que esteja emoldurado para a futura geração? Ainda vale a pena manter o passado ou não seria melhor pensar no futuro?

São perguntas que renderiam debates interessantes. É claro que eu não espero que Riverdale entre de forma tão profunda nesses temas, mas só o fato deles estarem aqui deixa esse novo arco muito mais interessante. É como eu disse na última review, Percival é o vilão certo para a hora certa.

É claro que nem tudo foi da maneira que queríamos nesse episódio. Depois de se livrarem de Abigail de uma forma tão malfeita, parece que aquele encontro serviu apenas para dar uma nova habilidade a Cheryl. Pelo visto, os roteiristas decidiram abandonar toda a ideia de bruxaria que envolvia a personagem para focar em algo que claramente foi inspirado numa história do Stephen King.

Que os produtores adoram homenagear diferentes tipos de criadores isso estamos acostumados desde a primeira temporada, os episódios musicais são os favoritos de muitos por essa razão, mas eu não consigo deixar de sentir que essa história também logo será descartada. Não é isso que sempre acontece quando não estamos falando do quarteto principal? Acho que os roteiristas nunca vão saber realmente o que fazer com a Cheryl, o que é triste.

Também tivemos uma união entre Tabitha e Toni agora que Percival conseguiu colocar suas garras na Veronica. Confesso que os arcos que envolvem negócios nunca são muito empolgantes para mim, ainda mais quando jogam o fim do romance entre Reggie e Veronica, sendo que tudo poderia ser resolvido num diálogo.



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