Maioria dos bebês nasce à noite, e um estudo com macacos pode explicar


De acordo com uma pesquisa de 2018, 71% dos partos naturais da Inglaterra, entre 2005 e 2014 aconteceram durante a noite. (Crédito: Reprodução/Pixabay)

De acordo com uma pesquisa de 2018, 71% dos partos naturais da Inglaterra, entre 2005 e 2014 aconteceram durante a noite. Uma vez que os Homo sapiens também são primatas, é muito provável que nossa espécie tenha mecanismos fisiológicos semelhantes aos dos macacos-vervet durante o parto.

A pesquisa, publicada no periódico Biology Letters, utilizou biologgers (um tipo de chip de monitoramento biológico) para avaliar a temperatura corporal durante o parto de 24 fêmeas da espécie conhecida como macaco-vervet.

+ Vacinar grávidas contra a covid protege bebês de ser hospitalizados

O estudo, ademais, monitorou as fêmeas em períodos diferentes, ao longo de aproximadamente 7 anos. Agora, os dados da pesquisa mostram, portanto, que 17 dos 24 nascimentos ocorreram durante a noite. Isso reforça a ideia de que primatas diurnos parem à noite, mas pela primeira vez um artigo coletou dados fisiológicos que reforcem a hipótese.

Em teoria, o filhote nasce à noite majoritariamente por vantagens evolutivas. Depois do sol se pôr, é mais fácil para a fêmea evitar predadores e mesmo membros do próprio bando. Esse padrão também favorece a ligação entre a mãe e o filhote após o nascimento, segundo a pesquisa.

Acontece que, durante os períodos mais inativos destes macacos (durante a noite) a temperatura corporal média dos animais cai significativamente. Para as fêmeas grávidas, a temperatura despenca ainda mais logo antes do parto, e sobe logo após o nascimento.

De acordo com os autores, esse resfriamento prévio ajuda a proteger o filhote de lesões durante o nascimento. O período noturno, assim, facilita o processo pelas temperaturas ambientais já mais baixas. O aumento da temperatura após a cria ajuda ainda a fêmea a proteger o filhote da hipotermia – especialmente porque a maior parte dos nascimentos ocorre de madrugada, com temperaturas mais baixas, como dito acima.

Apesar da nova pesquisa não contar com dados de seres humanos, contudo, ela pode liderar novos estudos clínicos na nossa espécie.

“Nossas descobertas não apenas oferecem novas ideias sobre as consequências térmicas no nascimento e a evolução do período de nascimento, mas também podem fornecer uma explicação evolutiva para alguns dos riscos de saúde associados ao nascimento humano.”, afirmam os autores no artigo.

Além do ambiente noturno fornecer temperaturas mais amenas e, portanto, mais segurança para os filhotes, os pesquisadores observaram outra característica nos primatas selvagens. As fêmeas de macaco-vervet tendem a comer a placenta após o nascimento do filhote.

Apesar de parecer bizarro para a nossa espécie, o órgão pode fornecer uma fonte de nutrientes importante para a mãe macaca. Esses nutrientes podem auxiliar, por exemplo, no ajuste da temperatura corporal e na lactação.

Ademais, comer a placenta pode ser um recurso para evitar que predadores acabem atraídos para o local do nascimento.


Saiba mais

+ Ômicron: Sintoma inesperado da infecção em crianças preocupa equipes médicas
+ Vendedores do Mercadão de SP ameaçam clientes com golpe da fruta
+ Vídeo: Mãe é atacada nas redes sociais ao usar roupa justa para levar filho à escola
+ Horóscopo: confira a previsão de hoje para seu signo
+ O que se sabe sobre a flurona?
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ ‘Ictiossauro-monstro’ é descoberto na Colômbia
+ Um gêmeo se tornou vegano, o outro comeu carne. Confira o resultado
+ Veja quais foram os carros mais roubados em SP em 2021
+ Expedição identifica lula gigante responsável por naufrágio de navio em 2011
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua






Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published.

87 − 78 =