O que ESG tem a ver com cloud computing e cibersegurança


Por Emerson Lima*

O ano de 2022 está somente no início, mas o mercado de tecnologia já dá sinais que manterá seu crescimento exponencial que vem registrando desde o começo da pandemia. As palavras-chave mais mencionadas quando se trata do assunto giram em torno de metaverso, 5G, hiperautomação e TI.

Um recente estudo desenvolvido pela Gartner, empresa mundial de pesquisas para empresas, apontou que os gastos globais com o segmento de Tecnologia da Informação devem totalizar US$ 4,5 trilhões neste ano, um crescimento de 5,1% comparado ao que foi investido no ano passado.

Já na América Latina, o cenário é ainda mais animador. De acordo com a empresa de pesquisa, análise e consultoria IDC, o mercado corporativo de TI na América Latina deve crescer cerca de 9,4%. Isso se deve ao avanço da pandemia e a capacidade das empresas em investirem na digitalização de seus negócios

Novidades no mercado de cloud computing

Com o aumento da competitividade no mercado, a nuvem deixou de ser uma opção e tornou-se algo essencial para a segurança dos dados das empresas. Não é exagero afirmar que o mercado está totalmente integrado à nuvem e isso refletirá nos investimentos focados na evolução das soluções para armazenamento digital de dados.

Muitos conceitos “novos” já estão ganhando espaço no mercado deste ano. Soluções como Cybersecurity Mesh, que potencializa a cibersegurança com o uso de inteligência artificial, é um exemplo disso.

Além de Cybersecurity Mesh, soluções como Edge Computing ou “computação de borda”, que é uma solução que faz com o que processamento de dados ocorra no local físico ou próximo do usuário. Isso possibilita a obtenção de serviços mais confiáveis e ágeis como a execução de aplicações múltiplas. O que se ganha com isso é uma redução da sobrecarga na nuvem. É uma tendência que deverá ser muito utilizada ainda no primeiro semestre deste ano.

Nuvem híbrida é outra aposta no mercado de armazenamento em nuvem para os próximos meses. A computação em nuvem híbrida permite a junção de nuvem privada e nuvem pública. Esta modalidade é utilizada para permitir o trânsito dos processos de trabalho por nuvens privadas e públicas, concedendo maior adaptabilidade para as demandas.

Sendo assim, as corporações podem usufruir do melhor dos dois mundos, visto que na estrutura híbrida, ela pode manter relatórios, documentos e outras aplicações que demandam acessos frequentes no ambiente público. Enquanto isso, dados sensíveis e estratégicos podem ser armazenados nos servidores privados, fazendo um maior controle de acesso.

Cloud computing e ESG

O mercado de computação em nuvem também vem impactando as métricas de uma palavra de ordem que está em evidência nas empresas: ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês).

De acordo com um estudo realizado pela Accenture, a mudança de dados para a nuvem reduzirá a emissão de 59 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Este dado permite que as empresas de cloud computing adotem metas maiores de carbono neutro.

O estudo ainda aponta que a migração para nuvem expõe outras possibilidades ecológicas que podem ser adotadas como redução de resíduos sólidos e até mesmo a adoção de energia limpa.

Ou seja, será um ano repleto de novidades para todo o mercado tecnológico, desde o metaverso ao cloud computing, com investimentos que baterão recordes. Mas além disso, um olhar atento à agenda ESG também se mostra necessário por parte das empresas de TI.

Esta é a melhor hora para que as mesmas possam apresentar soluções inovadoras e diferenciadas para todo o mercado, focando em aprimorar tecnologias. Tudo isso sem esquecer das preocupações com o meio ambiente.

*Emerson Lima é CEO da Sauter Digital, startup de transformação digital especializada em serviços de dados, DevOps e nuvem





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