Riverdale 6×13: Ex-Libris – Série Maníacos


Eu lembro que em In the Fog eu tinha elogiado bastante o modo como os roteiristas de Riverdale lidaram com o relacionamento de Veronica e Reggie. Embora seja muito triste ver um casal como esse se despedindo, os paralelos que foram feitos com a jornada da Veronica e de como ela era mais parecida com o pai do que gostaria, me trouxeram um sorriso. Não é sempre que a série entrega algo tão adulto e diferente de outras produções da CW.

Bem, acho que já posso chamar esse momento de passageiro, porque Veronica e Reggie mal tiveram uma conversa amigável e madura sobre seu término e eles já começaram a briga. Eu entendo os motivos dos roteiristas terem criado esse conflito, Percival precisa se alimentar do caos em sua volta para realizar seus planos, mas isso é algo que estraga o desenvolvimento que estávamos vendo. Reggie é um personagem que brilha tão pouco na série, mas seus dramas são tão interessantes. Quando Percival foi atrás dos itens pessoais dos nossos heróis para um feitiço, foi tocante o modo como ele guardou o livro que o ensinou a ler desde pequeno.

Eu não fazia ideia de que o personagem tinha dislexia, mas se pensarmos em como ele sempre se sentiu a sombra de alguém e como ele batalhava muito para poder estar no topo faz todo o sentido. Seria muito bom se essa insegurança fosse melhor trabalhada, infelizmente, teremos mais uma vez Reggie como capanga do cara malvado. Não posso dizer que estou surpreso.

Indo para os demais personagens. Enquanto Riverdale falha com Reggie, ela volta a acertar em cheio com Archie ao explorar um trauma do passado. Archie sempre teve duas facetas: o lutador e o artista. No entanto, só uma delas foi verdadeiramente explorada nesses anos. Voltar ao amor que o personagem tinha pelo violão e como ele nunca lidou verdadeiramente com o que aconteceu com a professora de música foi mais do que interessante.

Além de Archie, o arco de Kevin foi um acerto e tanto. Não é sempre que eu digo isso do personagem, mas os roteiristas fizeram um ótimo trabalho com a insegurança desses dois professores. Às vezes eu esqueço que Kevin nunca lidou de verdade com todos aqueles dilemas da época da escola, muito por culpa do pouco espaço que Riverdale dá a ele. De qualquer forma, foi bom ver o personagem sendo verdadeiramente desenvolvido. Ainda não sei como me sentir com o fato dele estar tão dependente de Percival, mas não foge do que Rivervale nos mostrou.

Por fim, eu queria estar mais animado para falar dos traumas de Betty, mas a verdade é que não estou nem aí para o Assassino do Saco de Lixo. O serial killer foi tão jogado de lado que às vezes até esqueço que ele ainda é uma ameaça. Talvez o showrunner Roberto Aguirre-Sacasa o esteja guardando como a grande ameaça do sétimo, e talvez último, ano da série. Seja quais forem os motivos eles vão precisar se esforçar para ter nossa atenção de volta.  Se o sexto ano tiver menos episódios que o normal, eles precisam primeiro se concentrar para dar um bom fim de temporada.



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