TAM não morreu. Virou táxi


A oferta de voos comerciais no Brasil chegou a cair 95% em 2020 por causa da pandemia. Diante das regras de distanciamento social, a aviação executiva conquistou espaço por oferecer uma experiência, principalmente, segura.

Na TAM Aviação Executiva os fretamentos e os serviços de manutenção superaram as expectativas, embalados também pelo setor de vendas de aeronaves.

As perspectivas de bons negócios seguem à medida que a vacinação avança pelo País. Por outro lado, cresce a ameaça de turbulências geradas por instabilidades econômicas e estruturais especialmente as relacionadas aos aumentos do petróleo no mercado internacional. “A instabilidade econômica é um dos principais desafios do setor no Brasil, pois com a oscilação do câmbio, pressão inflacionária e incertezas políticas, os clientes postergam o fechamento de contrato”, afirmou à DINHEIRO o presidente da companhia, Leonardo Fiuza.

Os resultados apresentados pela TAM no período 2020-2021, segundo o executivo, foram melhores do que os do biênio anterior, com aumento significativo em fretamentos. Já em manutenção houve alta, sobretudo, com serviços especializados, como upgrades, instalação de internet e pinturas gerais, além da comercialização de peças. Por fim, a linha de negócios de aeronaves foi impulsionada pelas vendas do helicóptero Bell 505 Jet Ranger X. “Somos responsáveis por 10% de todos os pedidos do modelo, o que nos torna o segundo maior comprador de Bell 505 no mundo”, disse Fiuza, ao destacar que os modelos King Air (260 e 360) utilizados principalmente no setor de agronegócios representam 46% das vendas da empresa. “Já em relação a jatos, os sucessos de vendas são o Citation M2 e o Citation CJ3+.” Em operação há 60 anos, a TAM é representante exclusiva da Textron Aviation, da Bell e da FlightSafety (líder mundial em treinamentos).

Basta uma análise de preços para constatar o quanto a aviação executiva é exclusiva, apesar de ter conquistado adeptos durante a crise sanitária. Um helicóptero Bell 505 Jet Ranger X parte de US$ 1,9 milhão, enquanto um jato Citation Longitude, o mais caro do portfólio, tem preço inicial de US$ 29,9 milhões. Já o valor de um fretamento de uma aeronave depende de fatores como modelo escolhido e distância. “Para o trajeto entre os aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro), por exemplo, o valor varia entre R$ 30 mil e R$ 50 mil em avião. Já para o mesmo trajeto em helicóptero pode oscilar entre R$ 20 mil e R$ 40 mil”, afirmou Fiuza.

Além do agronegócio, os principais clientes da TAM estão nos setores financeiro, varejo e indústria farmacêutica. O mercado brasileiro é o segundo maior do mundo, superado apenas pelo americano. Os ciclos de negócio, de acordo com o executivo, acontecem geralmente em médio e longo prazos, o que obriga a empresa a realizar análises com uma visão mais ampliada no tempo. Com o controle da pandemia no mundo e, sobretudo, no Brasil, a esperança é de que a economia volte a aquecer. “Com isso, a expectativa é crescermos em todas as nossas áreas de atuação.”

Simultaneamente ao planejamento de estratégias de expansão, a companhia se mantém atenta ao comportamento do petróleo no mercado internacional. O preço do barril está próximo dos
US$ 100, e os aumentos constantes têm impactado diretamente no litro dos combustíveis no Brasil, entre eles no querosene de aviação. “O combustível corresponde a aproximadamente 40% do custo do voo. Por isso tem influência muito grande no preço final do fretamento”, disse ele. E, apesar de algumas nuvens no trajeto, a TAM se mostra mais do que preparada para o próximo voo.

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