Taxa de desemprego deve seguir acima dos 10% nos próximos anos


De acordo com economistas, a taxa de desemprego deve se manter acima dos 10% até pelo menos 2025. Se isso se confirmar, o Brasil completará 10 anos consecutivos de desemprego de dois dígitos. 

Os analistas afirmam que um período tão longo de desemprego é devastador para o país tanto do ponto de vista social quanto econômico. Afinal, isto impede o crescimento sustentável do PIB (Produto Interno Bruto).  

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Segundo o IBGE, o Brasil vem registrando altas no desemprego acima dos 10% desde 2016. Os economistas afirmam que a crise econômica dos últimos anos explica a taxa elevada. 

“Historicamente, é preciso crescer mais de 2% para o desemprego cair. Pelo menos, essa é a nossa experiência até antes da pandemia […] Então, muito provavelmente teremos que conviver com o desemprego na casa dos dois dígitos pelo menos nos próximos dois anos”, afirma o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor de Relações Internacionais do Banco Central e sócio da consultoria Schwartsman & Associados.

Os dados do IBGE e as projeções do mercado mostram as dificuldades de crescimento da economia em meio às crises recorrentes, como por exemplo, a variação do PIB. Entenda:

  • 2012: +1,9% (IBGE) 
  • 2013: +3% 
  • 2014: +0,5% 
  • 2015: -3,5% 
  • 2016: -3,3% 
  • 2017: +1,3% 
  • 2018: +1,8% 
  • 2019: +1,2% 
  • 2020: -3,9% 
  • 2021: +4,5% (projeções do mercado) 
  • 2022: +0,3% 
  • 2023: +1,5% 
  • 2024: +2% 
  • 2025: +2%

Soluções para o desemprego

Quanto à solução para tal problema, há uma certa discordância entre os economistas. Alguns defendem investimentos do Estado na economia, enquanto outros citam a necessidade de equilibrar as contas públicas para favorecer a atração de recursos para a produção. 

Contudo, o Ministério do Trabalho e Previdência disse que não comenta projeções incertas a respeito do desemprego.

“No entanto, é importante relembrar os últimos dados disponíveis e as previsões a respeito da taxa de desocupação, anunciadas durante a pandemia, que não foram verificadas posteriormente […] Ainda em 2020, diversas instituições de pesquisa e do mercado financeiro previram taxas de desemprego entre 18% e 23%, considerando o contexto da pandemia de covid-19. Esses resultados não ocorreram nem em 2020 nem em 2021”, afirmou o ministério.

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Imagem: HNK / Shutterstock.com





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