The Handmaid’s Tale 5×06: Together – Série Maníacos


Together nos trouxe um dos episódios mais importantes da 5ª temporada até agora. Se os anteriores foram construindo a tensão entre Serena e June. Neste, tivemos uma aliança pouco imaginada, mas compreensível diante das circunstancias de cada uma. Além disso, mais um passo político e muito bem pensado dos Comandantes. Se pudéssemos definir o episódio com uma palavra seria aliança, não importando aqui a sua natureza. Dito isso, vamos entender o que foi o sexto episódio e quais os caminhos que podem ser percorridos daqui para a reta final, que brincando, brincando é logo ali.

Se antes só nós tínhamos certeza do papel de Aia que a Serena veio protagonizando, agora a personagem também entendeu que estava vivenciando momentos claustrofóbicos. Claro que nada se compara ao que as Aias de Gilead vivenciaram e vivenciam, e é por isso que digo que Serena não sobreviveria a 2 dias com a Tia Lydia em seu pé de ouvido. Mas de certa forma, o gostinho de ter sua liberdade cerceada, foi mais que suficiente para tomar providências sem possibilidades para arrependimentos.

O plano de escapar da casa dos Weelers foi bem executado e de certa forma previsível se pensarmos no desespero em que vimos a Serena após a consulta ginecológica. Não faço ideia para onde ela e June podem ter ido, muitos acreditam numa redenção da Serena, mas eu particularmente não acredito tão fácil nessa misericórdia de uma pessoa que fez o que fez em prol de um filho. Serena tem suas convicções pessoais muito forte e mesmo que ela esteja sofrendo no momento, a qualquer ameaça para seu bebê ela poderá mudar de lado novamente. É o mal das pessoas egoístas, aquelas que só conseguem pensar em si e em sua própria realidade. Serena e June agora estão juntas e devem trabalhar assim para sobreviverem ao caos em que se colocaram, cada uma com sua motivação pessoal.

Por falar em motivação pessoal, é impressionante como Gilead é hipócrita em sua própria natureza. Do ponto de vista técnico e prático, qualquer ato sexual sem consentimento é considerado estupro. Disso não há a menor dúvida e se fôssemos classificar as relações sexuais existentes lá, todo e qualquer caso seria considerado estupro, diante do número esmagador de mulheres que mantém relação com os Comandantes, por exemplo, contra a sua vontade. O questionamento aqui beira a maluquice e a revolta da Esther é tão razoável quanto a reação do Comandante Lawrence. Tia Lydia performa uma indignação muito em razão da sua devoção pela moral e bons costumes. Afinal, Gilead tem Lei. E as leis dos homens condizem com o que acreditam ser a vontade do Senhor. Louvado seja?

A gravidez da Esther veio em um momento importante para Nick e Lawrence, e para o azar do Comandante a hipocrisia de Gilead às vezes serve para algo. Manter relações fora da Cerimônia é um ato contra a Lei e contra Deus. Mas claro que Putnam não foi o primeiro e nem será o último a cometer tal crime. Acontece que, de novo, para seu azar, uma junção de esforços foi o suficiente para fazê-lo cair. Não se enganem, Lawrence não denunciou o estuprador porque é bonzinho ou entende que houve uma injustiça, longe disso… a ameaça que Putnam trazia para seus planos era de longe uma das mais ameaçadoras. Esse comportamento só mostra o quão implacável, ou melhor, obstinado é esse personagem.

Lawrence escuta quando quer e te silencia quando você fala além do que deveria. Lydia sabe como falar com ele, mas ele também sabe que não deve dar o braço todo a quem só merece um dos dedos.

A fotografia de Together estava lindíssima e a cena das Aias vendo o Putnam enforcado foi de aplaudir de pé. A harmonia vai se construindo e é possível ver minimamente semblantes de satisfação com o feito. Aquela que tem coragem, esboça muito mais do que reação. Janine vive como se não tivesse muito o que perder, e a audácia em enfrentar Tia Lydia depois do que houve com ela foi o primeiro passo para uma mudança de comportamento da sua carrasca. O sorriso, a vontade em querer ter visto de perto o fim de mais um criminoso.

Um dos arcos mais importantes da série acontece em Gilead. Não sei se existe aqui uma redenção de Tia Lydia, ou qualquer razão similar para criar um alvoroço por ela se impor mais e tentar mudar as coisas em prol das Aias. As suas tentativas, até então infrutíferas, de criar um ambiente menos sofrido, é uma maneira de mascarar o real problema que é a estrutura de Gilead. Dificilmente isso será mudado sem qualquer resistência, é até ingênuo da parte dela achar o contrário. Mas, analisando a postura da personagem, as suas motivações são menos egoísticas do que as da Serena e é por tal razão que é mais palpável acreditar numa mudança da Tia Lydia do que em Serena, por exemplo. Claro que isso até a primeira ver a June. Aí lascou de vez! Haha.

Blessed be the fruit 1: O que será que houve com o Luke?

Blessed be the fruit 2:  A esposa do Nick está esperando um bebê, quais as implicações disso? Acho que até agora nada, né? Apenas podemos dizer que ele vem construindo a sua família pelo lado de lá.

Blessed be the fruit 3: A Sra. Weeler com uma cara de psicopata da porra. Deus me livre ficar naquela casa.

Blessed be the fruit 4: Se fosse para ser fugitiva em qualquer lugar, eu escolheria ser fugitiva com a June. Perspicaz e braba, o que a experiência não faz, né?!

Amores, a gente se vê na próxima semana. Um beijão e até lá!



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