This is Us 6×15: Miguel – Série Maníacos


A trajetória de um dos personagens mais subestimados de This is Us finalmente chegou. A história de Miguel nos foi contada ao longo da série em fragmentos, pequenas aparições de quem hoje se tornou um dos protagonistas. Claro que em dimensões muito menores em relação aos secundários que têm maiores destaques, mas certamente Miguel foi o melhor personagem que a maioria das pessoas passaram a gostar. A transição de sentimentos em relação a ele foi acontecendo ao longo das duas últimas temporadas e com o episódio dessa semana, o carinho e admiração só se tornaram mais eloquentes. E se me perguntarem se hoje eu gosto do Miguel, eu diria: boa pergunta, me pergunte novamente depois. Guys, com vocês, Miguel Rivas.

É comum nas séries e filmes, personagens latinos empenharem esforços para se mudar e ir para os EUA em busca de melhores condições para si e/ou sua família. Com a família Rivas não foi diferente, desde pequeno Miguel foi ensinado a aprender inglês como forma de sobrevivência no mundo lá fora. A sua relação com seu pai tornou-se conturbada nos encontros que se sucederam depois do Miguel ter se instalado no país norte americano. Pode-se dizer que a distância entre Miguel e os filhos pode ter sido criada não só pela separação com Sally, como também pela falta de aproximação com o pai. Um reflexo daquilo que o atormentou durante o período.

O episódio dinamiza a história transitando em diversos momentos da vida do Miguel. Se em um momento estamos entendendo como era a dinâmica familiar, quando ele ainda era criança, de logo somos levados para momentos rotineiros da sua vida com a Rebecca, em uma maneira de nos mostrar como o Miguel sempre fez pelos seus, sempre tentou estar presente e como no momento atual ele sacrificou tudo para estar ali pela Rebecca.

Não precisou de muito para entendermos que ele possivelmente não estaria no futuro no leito da Rebecca. De todos os flashfowards que nos foi apresentado ao longo das três últimas temporadas, o Miguel não apareceu em nenhum momento, a confirmação de problemas de saúde no episódio anterior só confirmou nossas dúvidas sobre o seu paradeiro. O fato de já imaginarmos não significou de modo algum que estávamos preparados para as cenas finais. O apego à sua história, a torcida para que ele se recuperasse ou pudesse estar com o filho no fim da sua vida só tornaram as coisas mais difíceis para nós, meros mortais e vítimas de This is Us.

Muitos se questionam o porquê do episódio sobre ele ter saído somente agora. E quando termino de assistir Miguel eu penso: isso aqui faz muito sentido. É um início, meio e fim, uma piada com enredo, um percurso lembrado e que jamais será esquecido. O episódio foi tão grandioso quanto seu personagem, foi à altura daquele que aprendeu com os erros e voltou atrás quando soube ser necessário. Bem a tempo de ter algum problema maior perto da Rebecca e sem qualquer tipo de auxílio, Miguel foi humilde em perceber que a sua condição de saúde não só colocaria em risco a sua vida, como também poderia afetar o suporte para sua amada.

Então, para aqueles que ainda não compreenderam a razão de ter um episódio dedicado a ele e este ter ocorrido somente no final da série, fica a reflexão do que aconteceu e de quem foi Miguel, sobretudo para Rebecca. O que começou com uma amizade despretensiosa e sem qualquer empurrãozinho do Jack, hoje tornou-se uma bonita história de amor. Oito anos depois eles se reencontram, reestabelecem uma amizade e dez anos após a morte do Jack eles decidiram se entregar ao sentimento, que a partir dali viraria a história que conhecemos tão bem.

Se por um momento fomos tanto o Kevin, e nos questionamos se era certo ou errado eles terem se aproximado e ficado juntos depois da morte do Jack, hoje essa dúvida já não paira mais. Não só pelo extenso lapso temporal, como principalmente pela maturidade em entender que relações não são eternas e pessoas podem se apaixonar a qualquer momento, por quem quer que seja. Ninguém está isento de gostar de outra pessoa e o respeito com o qual conduziram essa relação é o que torna tudo mais tranquilo. Talvez se tivessem mostrado primeiro como o interesse amoroso surgiu e daí partíssemos para o que acompanhamos durante a vida, a nossa aceitação não teria sido tão calorosa como foi. A série foi inteligente ao inverter a ordem das coisas, porque pouco importa como eles começaram isso tudo, no final das contas, era só mais um casal de idosos, em que uma viúva descobre ter Alzheimer e ele fica até seu último respiro cuidando dela e estando ali.

O final da vida do Miguel foi tão acolhedor e nada solitário, poucos idosos têm a sorte de poder contar com os familiares ao seu redor quando vão ficando mais velhos, sobretudo doentes e Miguel teve isso com seus enteados. Kevin, que foi o primeiro a questionar o relacionamento da sua mãe, ao longo da série foi mudando de pensamento e estabelecendo uma relação mais harmoniosa com Miguel. Foi bonito vê-lo cuidar do padrasto e indo atrás do seu filho para alertá-lo sobre a eventual morte. Às vezes a gente só precisa de alguém que nos direcione para um caminho mais simples e longe de mesquinhagens ou futilidades. Quando o fim desta vida se aproxima, pouco importa a briga de fulano com sicrano, pouco importa a mágoa pelo seu colega de infância não ter deixado você brincar com os brinquedos ou se seus pais se separaram e você ficou traumatizada a ponto de não falar direito com nenhum deles. Ressalva as exceções, tudo vira pequeno quando você está a um passo de não ver mais a pessoa que ama na vida atual.

Galera, devo-lhes dizer que as gravações do último episódio foram finalizadas e agora só nos resta esperar. Venha grande, series finale. Mais 3 episódios e é isso.

The Big Five

P.S.: Miguel mirim muito fofinho, mais uma vez a série acerta na escolha dos personagens.

P.S.: Eu sei que sou muito fã da Beth, mas fazer o que se os roteiristas acertam sempre nas falas dessa mulher. Perfeita sem defeitos.

P.S.: A maquiagem da Becca tá muito boa. Eu tô gostando muito da fotografia e da atuação da Mandy como Rebecca velhinha e com a doença cada dia pior.

P.S.: Que barra deve ter sido para o Miguel ter ficado doente quando o que ele mais queria era ter ficado com a Rebecca até ela morrer.

P.S.: Bonita cena do enterro do Miguel.

A contagem regressiva se inicia agora: 3,2,1… nos vemos semana que vem! Beijo!



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