Valentina Bandeira conquista público no Instagram com ‘sessões de análise’ com temas que vão de paçoca a Pedro Scooby


Quase toda manhã, a atriz Valentina Bandeira cumpre um ritual: acorda, vai à cozinha, passa um pano no chão, dá ração para os gatos José e Fubá, toma uma xícara de café e dá início a uma sessão de análise… no Instagram.

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Na conta @valenbandeira, com quase 75 mil seguidores, a jovem de 28 anos grava esquetes como uma espécie de analista passivo-agressiva que traz verdades sobre assuntos tão diversos quanto originais. Ela fala desde o dever cívico de se comprar paçocas em número pares, passando por reflexões sobre “o diazinho merda que é a quarta-feira”e os perigos de se envolver amorosamente com homens héteros cariocas. Só nesse último vídeo, feito em 26 de janeiro, em que cita o surfista Pedro Scooby nove dias depois de ele entrar no “BBB 22”, já há quase um milhão de visualizações. “Você se apaixona por um Pedro Scooby e não sabe como aquilo aconteceu. Começa rindo e, de repente, tu tá pelada”, diz.

— É uma parada que nasce naquele botãozinho (do celular). Quando vejo, já falei uma coisa com introdução, meio e fim. Inventei um formatinho para mim, com um tipo de ritmo que as pessoas já esperam —diz a jovem, que é filha de brasileiros, mas nasceu em Paris.

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Fã de Ana Maria Braga e Faustão desde pequena, Valentina, ou Valen, começou a fazer vídeos engraçados desde 2017, sempre antes do “Mais você”. Era como um esquenta do programa matinal para os amigos mais próximos que a seguiam. A turma curtia, e ela investia nesse humor. Na pandemia, resolveu ampliar os assuntos. Quando o Instagram começou a privilegiar os vídeos com a ferramenta Reels, Valen investiu no formato. O primeiro hit veio quando falou sobre a expectativa frustrada de ir para a night e o DJ não tocar funk.

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— O negócio começou a se espalhar, e falei: “Bom, vamos começar a fazer de um jeito mais estratégico, então” — diz ela, consciente da efemeridade dos likes. —As coisas da internet têm tempo, então fico olhando sempre para ver se já não está exaurido de alguma forma. Acompanho para ver se não está virando uma mesmice. Trabalhar com internet é uma luta diária contra a mediocridade.

Valentina pode estar com um olho nas redes, mas o outro segue focado na TV — em programas como o “BBB” e as novelas. Atualmente, ela interpreta Cora em “Quanto mais vida, melhor”, seu terceiro folhetim na TV Globo. Estreou em “Geração Brasil” (2014) e depois fez “Totalmente demais” (2015). Entre 2016 e 2020, esteve no “Zorra” e pôde dar vazão à veia humorística que carregava desde pequena.

— Cresci na coxia, meu pai é bailarino (Ricardo Bandeira). Sempre quis ser atriz, isso era um fato — diz a jovem. — Fui uma criança muito afogada pelos sentimentos, mas usava a piada como válvula de escape. Não era a menina gata do colégio, era a “palhacita”, essa figura bem clássica que há muitas por aí. Quando fiz as novelas, andei para um outro lado. O “Zorra” começou a me puxar de volta para a comédia e organizou a relação fina que eu tenho entre inteligência e o humor.

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O ator Fernando Caruso acompanhou várias dessas fases:

— Sou fã de todas. Conheci a Valentina com 13 anos, despontando entre diversos adultos no meu curso de comédia. Conheci outra como colega de trabalho no “Zorra”, sempre pronta para tudo quanto é tipo de personagem, e tenho me divertido horrores com essa coach que ela faz no Instagram. Nenhuma Valentina é ela, todas são engraçadas — diz o professor, orgulhoso. 









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